sábado, 30 de dezembro de 2017

Poema Aleatório


Depois de meses sem escrever um poema sequer, decidi treinar com um poema bem bobinho, não tão bom quanto eu gostaria que fosse (como sempre), mas o processo é mais importante do que o resultado. 


Em pé na frente da minha casa
Flores em mãos
Como sempre costumam estar
Você olha para a janela
Procura por algum rastro meu
Mas eu me escondo bem
Quantas vezes já te vi parado ali?
Você quer que eu te ame de volta
Mas nunca vou amar desse jeito
Por que você tem sempre que
Amar tanto?
Eu sou a próxima da sua lista
Depois de tantas garotas
De tantos rostos como o meu
De meninas de 16
De meninas que você não conseguiu
Esquecer
Eu deveria amar tanto quanto você?
Que sempre amou demais
Mas nunca soube lidar
Com qualquer adeus
E por isso todas as suas meninas
Tiveram que descansar
Sob a grama verde
De seu quintal.